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Entrevista: Saint Spirit - Thrash em fúria

sábado, 4 de janeiro de 2014

Perto de completar 20 anos de carreira, o Saint Spirit não demonstra intenção de pegar leve com ninguém. São 4 cds lançados e mais um 5º petardo a frente onde a banda inova mais uma vez, apostando em um trabalho conceitual sobre os horrores acontecidos no Hospital Colônia em Barbacena/MG. Confira agora uma entrevista com Rodrigo Bizoro (vocal/batera) sobre o passado, presente e futuro do Saint Spirit.


►Como foi 2013 para o Saint Spirit?

Não foi dos melhores anos, mas também seria injustiça afirmar que foi um ano ruim. Talvez tenha sido um dos anos em que menos tocamos. Rolou aquele episódio com o baixista que não vale nem a pena ser lembrado, mas é bom ter o Mixa de volta. Embora as vezes bata um desânimo, já compomos cerca de 75% das músicas do novo CD. E lançamos agora em dezembro a música "Nameless" que fará parte desse trabalho.

►2014 está  ai e além das comemorações pelos 20 anos da banda, um novo álbum será lançado. Qual a expectativa do Saint Spirit com “Mea Culpa” ?

Eu espero sinceramente que esse álbum receba a devida atenção que os demais álbuns anteriores talvez não tenham recebido. Pode parecer prepotente e arrogante da minha parte, mas "Mea Culpa" será com toda certeza um dos melhores lançamentos de 2014 da cena cristã e quiçá da cena como um todo. Você mesmo já ouviu várias faixas e sabe do que eu estou falando.
Será um álbum pesado, com uma base Thrash, mas com elementos sutis de Djent, que é uma parada que o Clamer curte pra caramba, além de pitadas de Hardcore e Metalcore.Nós, como sempre, estamos tendo o maior cuidado com as composições, para que não seja um álbum chato, para que não aconteça algo que é muito comum entre os álbuns que as bandas lançam, que é você ouvir a terceira música e ter a sensação de que é a primeira música se repetindo. Queremos mais uma vez fazer um álbum que as pessoas tenham prazer de escutar, que as músicas não soem parecidas mas tenham uma identidade entre si. Estou mais uma vez tomando um enorme cuidado com as letras, com as variações de vozes e com as melodias do vocal, que pode parecer que não, mas existe melodia e afinação mesmo no som .pesado

  ►“Mea Culpa” será o primeiro álbum conceitual da banda, e possui um conceito muito interessante e bem incomum, Em vez de falar sobre histórias fantasiosas, vocês decidiram abordar uma mancha obscura da história brasileira. Como foi o seu contato com a história do Hospital Colônia ?

 Cara, eu sou psicólogo e sempre fui muito interessado pela área de saúde mental. Sempre curti os textos de Michel Foucault. Então esse tema de barbáries com doentes mentais não é novidade. O próprio filme "Bicho de 7 cabeças" flerta sobre esse tema. Só que no caso do "Colônia" o horror foi escrachado em proporções dantescas!
Soube dessa história a partir do livro "Holocausto Brasileiro".

►Por que abordar um tema tão obscuro? Não seria relativamente mais fácil falar sobre a Ditadura Militar? Ou esta mesma obscuridade e pouco conhecimento dos brasileiros sobre o tema que despertou a atenção da banda ?

Ah cara, o Metal combina com essas coisas. Eu não diria que o falar sobre o Colônia seja um tema brilhante. Eu apenas estava lendo o livro e me pintou essa ideia e os caras da banda curtiram. Eu acho a música evangélica como um todo chata demais, sem assunto, sempre aquela mesma coisa. E se você for parar e prestar atenção, dizem coisas que não fazem o menor sentido. Sempre vi minha música como uma expressão artística, afinal música é isso, então acho além de saudável, necessário esse movimento para sair do lugar comum e trazer algo de novo.

►Como está sendo o processo de composição das músicas? Já tem alguma que tem lhe agradado em especial ?

O processo é simples. Clamer faz as bases na casa dele, grava e me manda. Depois no estúdio eu pego essas bases junto com ele, dou uma "Saint Spiritizada" na bateria e dependendo de como vai ficar o vocal, a gente aumenta uma parte, repete outra e lima uma outra. Algumas paradas que ele manda a gente mexe bastante, outras praticamente nada. Eu gosto de todas, porque nenhuma delas se parece muito.

►Pela primeira vez a banda lançou um single, “Nameless”. Por que essa composição em especial? Você acha que ela chega a representar bem o que será o álbum ?

Cara, não sei dizer se ela representa uma síntese do álbum. Na verdade, ela foi escolhida para ser o single porque era uma das músicas que em novembro já estava com o arranjo todo pronto e também por ser uma música forte, rápida e direta, que são características da banda. Mas tem coisa mais quebrada e mais melódica no álbum.

►Como você descreveria a sua relação com os outros músicos da banda ?

Excelente! Somos grandes amigos! Com frequência a gente se vê e por vezes o Saint Spirit nem está envolvido nisso. Tenho mais contato via internet com o Clamer mas estou sempre com o Mixa, pelo fato dele ser solteiro e morar mais perto de mim. Eleve vem sempre aqui em casa p jogar PES, pra gente sair pra lanchar ou jogar conversa fora mesmo.

►Bem, vocês estão prestes a completar 20 anos de carreira e com certeza já passaram por muita coisa nesses anos de vida, poderia nos contar situações especiais, pitorescas, tensas ... etc ?

Cara, aconteceu com a gente o que deve ter acontecido com quase todas as bandas que estão na estrada. Mas uma coisa é certa, as dificuldades de hoje não são nada perto das dificuldades do passado. Em 1994, você não tinha muitas opções de instrumentos. Ou você tinha um instrumento importado caríssimo, ou tinha um instrumento horroroso nacional, não tinha o "meio termo". Tocar na madrugada era sinônimo de dormir na rua, simplesmente o transporte acabava cedo e não tinha alternativas como combes e vans. Se for levar pro contexto cristão, então a coisa piorava. Naquela época, rock era coisa do diabo! Pra você ter ideia, até o Catedral era demonizado pelo seu som, imagine então uma banda de Metal? Brinco, cabelo grande, mas nem pensar! Hoje em dia fico vendo festival de banda de Metalcore em Assembleia de Deus... essa molecada de hoje em dia não sabe o que é dificuldade. Eu fui excluído e humilhado 2 vezes de igrejas batistas por causa disso, fora as ameaças de expulsão de casa pelos meus pais, afinal, eu tinha somente 15 anos. Cara, eu pedia baquetas emprestadas ao pessoal que tocava na banda marcial do colégio. As cordas da guitarra e baixo enferrujavam e o Esch ficava passando pasta de dente e fervia as cordas. Quando a E bordão arrebentava, ele afinava a A em E, e ficava aquela coisa frouxa, era tudo nesse esquema. (risos)

►Você sempre foi uma pessoa de opinião forte e franca e muitos o chamam de polêmico por causa disso. Você concorda com esta afirmação? Isto já te trouxe algum problema?

Cara, me chamar de polêmico é elogio. Eu sei que me chamam de coisa pior. Se isso me causa problemas, pode ser que sim mas não estou preocupado com isso. Não sou um cara inconsequente que sai falando besteiras por ai. Eu penso sempre antes de falar e não necessariamente isso vá agradar todas as pessoas, ainda mais quando se trata de assuntos que envolvem a paixão das pessoas, que é bem o caso da música e da religião.

►Qual a sua opinião sobre a cena cristã nacional? Quais bandas merecem destaque para você?

Francamente, eu acho a "cena cristã" nacional horrorosa! Do ponto de vista musical, péssimas bandas que miraculosamente ganham visibilidade. Dai no meio secular a dita cena cristã se torna motivo de chacota. Me diz ai que bandas cristãs estão "pau a pau" em sonoridade com as bandas top seculares? Cara, nem sei te dizer. Para mim, bandas que merecem destaque: Puritan, que tem um som bem simples e acerta justamente por isso, por ser simples e objetivo. O Prayer também é uma banda bem interessante. Aqui do Rio de Janeiro tem o Uncaved que faz um Death Metal de verdade e também o Hating Evil que faz um Thrash "oitentão". Tinha uma banda de Belo Horizonte muito boa, o Barrabas DC, baterista competente pra caramba. Eu também curto o trampo do Arcanjjo de Brasília. tem bandas legais sim na cena, mas a galera exalta muito banda que por mim, musicalmente falando, não tocaria nem no boteco da esquina.

►Obrigado pela entrevista, deixe suas considerações finais para os leitores da Undead.net:

Eu que agradeço, todo espaço é bem vindo. Aos leitores desejo que cada um possa ter seu coração aberto para entender o Evangelho de Jesus, que é bem, muito e bastante diferente dessas coisas que vem sendo anunciadas em 90% das igrejas. Meu conselho: leiam os Evangelhos e o Novo Testamento conforme a vida e as palavras de Jesus.
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